De quem é a censura?

 

O Fórum do Leitor realizado pelo jornal A Gazeta, de 6 a 10 de dezembro, e com resultado publicado no domingo (12) induziu ao erro os leitores por se utilizar de uma afirmação equivicada para abrir o debate, quando pergunta ao leitor sobre o tema exposto da seguinte forma :

“O deputado Claudio Vereza apresentou proposta para criar um conselho estadual para acompanhamento e fiscalização dos meios de comunicação. O que você acha disso?”

Equivocada, porque a proposta não é para acompanhamento e fiscalização dos Meios de Comunicação em geral (privados e públicos) como faz entender a pergunta, e sim sobre os veículos de comunicação dos órgãos estaduais, ou seja, de responsabilidade do Governo do Estado e Assembleia Legislativa, portanto patrimônio público, que pertence e deve satisfação aos cidadãos e cidadãs capixabas.

Pergunta correta que não foi publicada:

O deputado Claudio Vereza apresentou proposta para criar um conselho estadual para acompanhamento e fiscalização dos veículos de comunicação estatais (TVE, TV Assembleia, Rádio ES), como política pública de comunicação . O que você acha disso?

Há mais de duas semanas o jornal vem tentando induzir a opinião pública contra a criação do conselho, com argumentos falsos e recorrendo a discursos contra a censura e em favor da liberdade de imprensa, que confundem e impedem o debate franco e aberto. Prova disto foi a postura dos editores de A Gazeta que, contatados pela assessoria do mandato e informados sobre o verdadeiro teor da proposta para a formulação da pergunta, se recusaram a publicá-la e, posteriormente em um  novo contato da assessoria do mandato, corrigir a pergunta para:  acompanhamento e fiscalização dos veículos de comunicação estatais (TVE, TV Assembleia, Rádio ES)

 

Uma contradição para um veículo que diz ser radicalmente contra a censura, mas que – censurou – inclusive recusando-se a ouvir lideranças de entidades, associações e movimentos sociais  que contribuíram para a aprovação da proposta no debate público que o jornal chamou de  “essas confecons”, menosprezando a mobilização pública ocorrida em todo o Brasil, e que no ES reuniu diversos municípios capixabas, com a participação de centenas de pessoas e realização do Governo do Estado.

A pergunta equivocada manipulou e menosprezou, de forma arrogante, a opinião pública. Primeiro porque falseou o debate e não ofereceu argumentos factíveis para o leitor formar sua opinião sobre o verdadeiro teor da proposta, que não é sobre veículos privados como A Gazeta. Justamente por ser uma empresa privada um jornal não pode “jogar no lixo” a opinião de quem o mantém ( Governo e cidadão comum). Segundo porque publicou apenas as opiniões contrárias à criação do conselho. Prova disto foi o e-mail, a seguir, que recebi:

 marco:

Oi Claudio, Mandei o texto, sabendo que a mídia mentirosa, não publicaria.

Fórum do leitor – A Gazeta

Conselho Estadual para acompanhamento e fiscalização dos meios de comunicação.

Da mesma forma que existem os conselhos que fiscalizam todas as profissões, como CRM, CRN, CREA, etc, também acho necessário um conselho para os órgãos de imprensa. Pareceu-me atitude muito “melindrosa” a reação da imprensa com relação à proposta. Não entendi como censura e sim a criação de mecanismos de participação, socialização e fiscalização. Assim poderemos impedir que a equipe de produção da TV estatal não esteja “ocupada”, em cobrir uma inauguração do governo e possa estar disponível para cobrir uma produção cultural regional.

Se pudéssemos modificar a tonica do caderno 2, de ser anuncio de coluna social e exercer seu papel real de divulgar, criticar e incentivar as várias artes e cultura.Quem dera pudéssemos impedir o bombardeio de matérias que incentivam o desenvolvimento a qualquer custo, como o destaque em três matérias no mesmo jornal de hoje (sábado), sobre a palestra do presidente da Vale – Roger Agnelli – Anchieta é o único lugar do mundo para se construir a siderúrgica CSU. ( Marco Ortiz médico naturalista CRM 2121 -ES –  Centro de Vitória )

É lamentável que um veículo, que alardeia a liberdade de expressão e levanta a bandeira contra a censura, opte por escamotear o debate e manipule as opiniões com falsas verdades, por pura vaidade e falta de compromisso com o que é público. A liberdade de expressão não é monopólio dos veículos de comunicação. Também somos frontalmente contra a censura e pela liberdade de imprensa, mas parece que A Gazeta não compreende que há uma dimensão pública e de respeito e valorização da vida da pessoa humana quando o assunto é liberdade de expressão. E é isso que defendemos com essa proposta que tem incidência sobre veículos estatais estaduais, sem terrorismos.     

Convidamos mais leitores que não se viram representados nos resultados do fórum e  que tiveram censurada sua opinião, sobre este tema, a postarem em seus perfis nas redes sociais ou enviarem para o e-mail: claudiovereza@al.es.gov.br . Nos publicaremos neste e em outros perfis que mantemos na web.

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